9.6.12

Colegial


Deu saudade, assim, repentinamente; deu saudade. Saudade daquele tempo onde tudo parecia ser tão duradouro, sem amarras, sem interrupções.
Saudade da época em que eu passava as tardes podendo fazer o que eu quisesse... Da época em que eu copiava os exercícios prontos de alguém 15 minutos antes de começar a aula...

Às vezes, fico parada, pensando e lembrando daquelas porções de coisas  que nunca mais vou conseguir sentir e viver tão intensamente que chegavam a latejar de tanta dor. E é triste saber que não há nada que eu possa fazer para que o tempo mude e me transporte para aquele circo adolescente.

Que saco é envelhecer. Tudo perde a graça ao longo do tempo. E eu sou fadada a permanecer com aquele sentimento nostálgico que me rasga o peito lá no fundo: “Ah, quando eu tinha 15 anos e estava no ensino médio...”.

E os laços de amizade que pareciam inquebráveis, se perderam em algum lugar do tempo de nossas vidas. Talvez por descuido ou talvez por opção. 

Muitas primaveras se passaram, e como de habitual a vida tomou novos cursos, seguimos caminhos diferentes, tornamo-nos mais maduros. E então, de repente, sem me pretender, respirei fundo e pensei que era bom viver. Mesmo que as partidas doessem.

Nenhum comentário:

Postar um comentário