12.9.11

Sim, o tempo voa... Sou mulher já.


"A vida é engraçada". Sim, esta frase é até "clichê", mas eu não tenho nada contra eles, sabe?

Quando somos crianças, o que mais queremos é crescer, nos tornar adultos e ter a nossa independência (sem mesmo saber o que é exatamente isso).
E nisso, as crianças crescem e se tornam "pré-adolescentes". Quem nunca quando chegou lá pelos 12 anos disse assim "Eu não sou mais criança, sou um pré-adolescente". Nós nos orgulhávamos disso, não?

Depois vem a fase em que nos tornamos chatos, e achamos que o mundo gira em torno do próprio umbigo, a adolescência. Eu me lembro do quanto os meus pais sofreram nessa minha fase, coitados. Minha mãe sempre me dizia nessa época "Filhos criados, trabalhos redobrados" coitadinha hein. Essa fase, acho que dura mais, pelo fato que ela, ao meu ver, se estende até o final do ensino médio. Onde temos que sair de vez das fraldas e ir para a vida real da universidade.

Eu, terminei meu ensino médio no final do ano passado e lembro-me de um fato que aconteceu comigo ainda esse ano: estava passando na frente de um colégio aqui da minha cidade e estava saindo de lá, um grupo de amigas, acho que eram 4 meninas, lindas com os seus cabelos compridos e com os seus uniformes colegiais, rindo, a toa, felizes. Senti naquele momento um aperto no coração, uma saudade enorme, sem fim. Percebi então, que eu já tinha feito parte daquele mundo, mas já não mais. Percebi, que havia passado daquela etapa, não era mais adolescentes... E sim, o tempo voa mesmo, eu havia me tornado uma mulher.

Crescer pra mim hoje, já não me agrada tanto quanto me agradava no passado. Pelo contrário, me assusta demais. Mas infelismente não posso voltar no tempo e viver a minha infância sem pressa de crescer. Se eu soubesse que iria ser assim... Agora, sou responsável por tudo o que me diz respeito. Tenho que assumir meus erros e mostrar pro mundo as minhas vitórias, se não, pisam em você sem dó nem piedade. Sim, o mundo dos adultos é cruel e agora, eu também faço parte disso. Só espero que antes de eu me tornar cruel, lembrar daquela menina que morou na casa da sua vó e era feliz com as suas bonecas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário